2015-08-12

LOUCA NÃO, LIVRE!





- Para você que diz que sou louca.


Toquem os tambores para eu dançar
As flautas de Pã, berimbaus e maracás
Quero o meu mundo em celebração
Ancestrais, atendei a invocação
Tribo de Dã, Eliezer e Tupy
Itália, Polônia e Clã Sinti
Abram a roda no chão batido
Venha o capoeira, angolano nascido
Venha o Benguela, o Malandro Regional
Também Idalina e o Mandingueiro Nagal
Negros guerreiros no Maculelê
Baiana fasceira cheirando a dendê
E a Cabocla na Sagrada Ocara
Sobre a tinta com qual se pintara
Com fervor reza à Mãe Terra
Movendo-se pesada, como fera
Quero os tambores daqui e os de lá
Clã, Nações, Tribos e os Chelás
O guerreiro Caboclo, no grito
Xamã em transe infinito
Cigano empunhando os punhais
Velho judeu, nas estrelas, lendo sinais
Beduino de joelho em Al- Salat
Monan e Preta Véia p'ra rezá
A pureza e a fé de irmã Paulina
Sua igreja antes de ser bizantina
Hera, Aue-ra, Cao-Era, Rea
Paini, Eko-Eko, Pa-Gea
O grego e o espartano, Hare-Hare
Água morna, essências... ônfale
Quero Nostradamus, Papus e o Zerê
A mulher estranha que sabe benzê
O Grão Mestre, Grau Rosa Cruz
Os romanos, a Confraria de Jesus
Mikao-Usui e um Grão-Vizir
Sensei, o Zé e o Rumi
Os mil e um véu, krishna no Bushidô
O lado de dentro, do avesso do shadô
Toquem-me, ó Grande Banda
Ao som da Lira que me comanda
Preciso dançar o discurso, a retórica
De um sincretismo que foge à lógica
A Fé Ecumênica que trago em mim
Foi abençoada e aceita por Mãe Kuan-In
Danço a fusão em estilo Tribal
Sou brasileira, qual é o mal?


VSL


O seu pre- conceito e limitações não tocam minha Banda!


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