2011-03-29

AFINIDADE...E...PARTIDA.







Quantas indagações fazemos quando estamos diante de alguém e sentimos algo difícil de conceituar.
Normalmente esse sentimento é diagnosticado através de lágrimas nos olhos, arrepios no corpo ou uma leve sensação de pureza que nos faz sorrir de forma espontânea e ter uma vontade louca de abraçar.
Realmente o sintoma da afinidade é delicioso de se sentir.
Inúmeras vezes, e em momentos casuais da nossa vida, sentimos uma absurda vontade de não deixar alguém partir.
A doce afinidade é ou se compara a uma colisão de corpos, que se aproximam e se distanciam pelo choque físico de acordo com a sintonia da energia adquirida , afinal, não somos nada mais do que uma porção de energia localizada no universo.
Não nos damos conta dessa adorável e perfeita insignificância misteriosa, mas a verdade é que, pequenos ou não, nos comportamos como valiosas energias, graças a D'us!
Quando nos aproximamos de alguém e sentimos amor , amizade, piedade, simpatia ou qualquer outro motivo que nos provoque uma emoção positiva, é a afinidade que nos proporciona o brilho nos olhos!
E depois de sentirmos a afinidade, a dor da despedida, é reconhecida pelo amargo afastamento dessa energia que por vezes somos obrigados a sentir.
Sabe aquele aperto na garganta que esmaga nosso peito? É a saudade, que também é consequência da mágica afinidade dos corpos.
Como energia que somos, só nos resta aproveitar essa divindade, afinal, somos exatamente o que sentimos, e nos expomos de acordo com a intensidade de força que graduamos ser importante dispor para nos expressar .
No momento da aproximação dos corpos afins, não tenhamos receio de transmitir nossa energia, pode ser uma experiência incrível e guardaremos na lembrança momentos únicos, que serão de grande valia quando perdermos a nossa força na inesperada velhice.
E na hora de partir, não precisamos sentir vergonha de chorar!
O afastamento, seja definitivo ou transitório, é muito doloroso, porém, se faz necessário e nos torna pessoas melhores e dignas do mérito de ser humano.Aos poucos, a nossa famosa saudade, aprecia aquele alguém especial em um lugar só dele, bem dentro na nossa alma...
Que a energia seja eterna, enquanto dure...



2011-03-28

QUANDO FALA O CORAÇÃO












O Canto do Guerreiro







  


I

Aqui na floresta

Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
— Ouvi-me, Guerreiros.
— Ouvi meu cantar.

II


Valente na guerra

Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
— Guerreiros, ouvi-me;
— Quem há, como eu sou?

III


Quem guia nos ares

A frecha imprumada,
Ferindo uma presa,
Com tanta certeza,
Na altura arrojada
Onde eu a mandar?
— Guerreiros, ouvi-me,
— Ouvi meu cantar.

IV


Quem tantos imigos

Em guerras preou?
Quem canta seus feitos
Com mais energia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
— Guerreiros, ouvi-me:
— Quem há, como eu sou?

V


Na caça ou na lide,

Quem há que me afronte?!
A onça raivosa
Meus passos conhece,
O imigo estremece,
E a ave medrosa
Se esconde no céu.
— Quem há mais valente,
— Mais destro do que eu?

VI


Se as matas estrujo

Co os sons do Boré,
Mil arcos se encurvam,
Mil setas lá voam,
Mil gritos reboam,
Mil homens de pé
Eis surgem, respondem
Aos sons do Boré!
— Quem é mais valente,
— Mais forte quem é?

VII


Lá vão pelas matas;

Não fazem ruído:
O vento gemendo
E as malas tremendo
E o triste carpido
Duma ave a cantar,
São eles — guerreiros,
Que faço avançar.

VIII


E o Piaga se ruge

No seu Maracá,
A morte lá paira
Nos ares frechados,
Os campos juncados
De mortos são já:
Mil homens viveram,
Mil homens são lá.

IX


E então se de novo

Eu toco o Boré;
Qual fonte que salta
De rocha empinada,
Que vai marulhosa,
Fremente e queixosa,
Que a raiva apagada
De todo não é,
Tal eles se escoam
Aos sons do Boré.
— Guerreiros, dizei-me,
— Tão forte quem é?



Poema publicado em Primeiros Cantos.
por Gonçalves Dias




2011-03-24

MENSAGEM POUCO LEMBRADA !!! NAMASTÊ !!!





 
Narra-se que um devotado trabalhador do Cristo adormeceu, certa noite, após as preces e rogativas habituais.

Desenovelando-se do corpo físico, o Espírito buscou paragens amenas da Espiritualidade, para a recomposição das energias espirituais, enquanto o vaso carnal repousava, igualmente se recompondo.

Viu-se o servidor, repentinamente, em paisagem que lhe parecia celestial. O céu de um azul profundo concedia um toque todo especial ao quadro de flores delicadas, aveludado tapete de relva e árvores amigas.

Debaixo de uma árvore frondosa, divisou ele um homem esbelto, de porte majestoso. Aproximou-se e sensibilizado reconheceu Jesus, o Mestre.

Jesus parecia mergulhar o olhar na imensidão. Havia serenidade em Sua face. Contudo, havia sinal de lágrimas nos olhos doces.

O servidor respeitoso ousou perguntar:

Mestre, por que choras?

E porque não houvesse imediata resposta, tornou a falar o trabalhador:

Choras, acaso, por causa dos perversos? Tuas lágrimas se destinarão talvez aos que astuciosos, promovem o mal, governando mentes em ignorância?

O silêncio do Mestre se estendeu um pouco mais. Foi, então, que o bom homem indagou:

Serão, porventura, Tuas lágrimas para aqueles que Te crucificaram e para os quais rogaste o perdão de nosso Pai?

A palavra clara e firme de Jesus se fez então ouvir:

"Filho, as minhas lágrimas exprimem o lamento por todos aqueles que, conhecendo as minhas palavras e os meus ensinos, prosseguem cometendo desatinos, afligindo a Humanidade.

Choro por aqueles que mesmo tendo os centros da razão iluminados pela inteligência e pelo raciocínio lúcido, não adquiriram a consciência do dever que o conhecimento proporciona.

Lamento os que recebem o brilho da informação, mas não desfrutam da experiência da vida feliz. Os que afirmam conhecer meus ditos, mas carecem de sabedoria e prosseguem a se comprometer, errando com constância.

Lamento-os, meu filho, porque todos eles padecem de enfermidades da alma e muitas serão as dores que deverão colher, no transcurso das vidas, até despertarem verdadeiramente para a luz.

O servidor fiel despertou na carne, ergueu-se disposto e retornou aos labores de serviço ao próximo, guardando n´alma a certeza de que a lição viva da sabedoria reside em aplicar à própria vida o aprendizado das letras evangélicas, a fim de fruir a paz nos dias mais próximos."

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O próprio Jesus advertiu que de nada adiantaria falar e não fazer.

Nas anotações do Evangelista Lucas lemos:" E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? "

O Evangelho é um código de bem viver e a aplicação de suas leis na vida diária é a fórmula para equacionar todos os nossos problemas. 
 
 
 
 
Cláudio Luiz Pinheiro
 
 
 

JUDAÍSMO, SEDE CURIOSO!







A VERDADE é a Base da uma Religião, sem Ela, não é religião.


Veja:


http://www.youtube.com/watch?v=Ia5wIv9raRw