2011-01-04

MEDIUNIDADE OSTENSIVA...







Na Idade Média, durante o sombrio período de imposição social da Inquisição que punia a todas as manifestações de expressão que fossem consideradas, conforme o código de valores religiosos da Igreja, transgressivas milhares de médiuns foram perseguidos, capturados, julgados à morte e executados.
Porém, nos dias de hoje, apesar de estarmos livres das ameaçadoras sombras da Inquisição, ainda perduram no nosso inconsciente coletivo resquícios daquela época. De que forma? Através de como "enxergamos" ou aceitamos, muitas vezes sem questionarmos, as origens e os porquês da existência entre nós de tantas patologias psíquicas. A esquizofrenia, por exemplo, e suas características principais: alucinações visuais e auditivas, delírios. Quantas destas pessoas "alucinadas" não estariam, desde criança, dizendo a verdade, ou seja, tentando nos dizer que realmente enxergam vultos e que realmente ouvem vozes? E quantos desses indivíduos não seriam dotados de uma mediunidade ostensiva não desenvolvida?
A mediunidade é uma faculdade inerente à natureza espiritual humana. Ela se manifesta de diversas formas através do ciclo vital de uma pessoa, seja na infância, na puberdade, na adolescência ou na fase adulta. Existe, porém, um tipo de mediunidade peculiar em relação às suas características próprias: a mediunidade ostensiva, que por exigir de seu portador estudo e dedicação no desenvolvimento equilibrado deste potencial, poderá, por outro lado, causar-lhe certos desconfortos se este canal de contato com o plano espiritual não estiver sendo, em benefício próprio, conscientemente usado.
O médium, no exercício do seu trabalho, é uma ponte ou instrumento de ligação entre duas "realidades" que, conforme as Leis Divinas, se completam e se fundem no processo de evolução da consciência do próprio médium e também da Humanidade.
Temos médiuns na literatura, nas art es plásticas, nas artes cênicas ... enfim, que inspirados pela espiritualidade, nos remetem às mais belas imagens e mensagens de otimismo, de amor ao próximo e de fé e esperança na Humanidade Regenerada.

Por Flávio Bastos - Psicanalista Clínico e Reencarnacionista.


http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=1949







O NOVO MÉDIUM




- Por Pai Rubens Saraceni


Novo Médium....deve merecer dos filhos de Fé já maduros (iniciados) toda atenção, carinho e respeito quando adentram no espaço interno das tendas, pois é mais um filho da Umbanda que é “dado” à luz. 
E tal como quando a generosa mãe dá à luz mais um filho, onde tanto o pai quanto os irmãos se acercam do recém-nascido e o cobrem de bênçãos, amor, carinho e… compreensão para com seus choros, o novo filho de Fé ainda é uma criança que veio à luz e precisa de amparo e todos os cuidados devido à sua ainda frágil constituição íntima e emocional.
Do lado espiritual, todo o apoio lhe é dado, pois nós, os espíritos guias deles, sabemos que este é o período em que mais frágil se sente um ser que traz a mediunidade.
ríodo de transição, onde todos os seus valores religiosos anteriores de nada lhe valem, pois outros valores lhe estão sendo apresentados.

Para todos os seres humanos este é um período extremamente delicado em suas vidas. E não são poucos os médiuns que se decepcionam com a falta de compreensão para com sua fragilidade diante do novo e do ainda desconhecido.

É tão comum uma pessoa dotada de forte mediunidade e de grandes medos, ser vista como “fraca” de cabeça pelos já “tarimbados” médiuns. Mas estes não param para pensar um pouco no que realmente incomoda o novo irmão e, com isto, o Ritual de Umbanda Sagrada vê mais um dos seus recém-nascidos filhos perecer na maior angustia.

Mas alguns milhões de filhos de Fé com um potencial mediúnico magnífico já foram perdidos para outros rituais, porque os diretores das tendas não deram a devida atenção ao “fator médium” do ritual de Umbanda, assim como não atentaram para o fato de que aqueles que lhes são apresentados pelos guias zeladores dos novos médiuns, se lhes são enviados, o são pelo próprio espírito universal e universalista que anima a Umbanda Sagrada, e que é o seu espírito religioso, que no lado espiritual tem meios sutis de atuar sobre um filho de Fé, mas no lado material depende fundamentalmente dos pais e mães no Santo, animadores materiais desse corpo invisível, mas ativo e totalmente religioso.

O ritual é aberto a todas as manifestações, mas o lado material ( médiuns) tem de ser esclarecido de que as manifestações só acontecem por causa desse espírito religioso invisível conhecido por Ritual de Umbanda Sagrada, e que fora dele não há manifestações, mas tão somente possessões espirituais.

Mas para que isso possa ser realmente dito, é chegado o tempo de a Umbanda deixar de perder seus filhos recém-nascidos para religiões que ainda recorrem a princípios medievais, quando não obscurantistas.

É chegado o momento de todos os médiuns, diretores espirituais, dirigentes espirituais e pais e mães no Santo, imprimirem aos seus trabalhos mais uma vertente da Umbanda Sagrada: a doutrinação dos irmãos e irmãs que afluem às tendas nos dias de trabalho..

Nós temos acompanhado com carinho e atenção os irmãos umbandistas que têm oferecido a maior parte de suas vidas a esta necessidade da religião umbandista – abençoados sãos estes verdadeiros filhos de Umbanda, mas temos acompanhado a vida de todos os pais e mães no Santo e temos visto que bloqueiam a si próprios e às suas potencialidades doutrinadoras dentro da Umbanda Sagrada, quando limitam a si e sua religião aos trabalhos dentro de suas tendas, quando os seus guias incorporam e … trabalham.

Umbanda significa: o sacerdócio em si mesmo, na m’banda, no médium que sabe lidar tanto com os espíritos quanto com a natureza humana.

Umbanda, na banda do “Um” , um todos são e sempre serão, desde que limpem seus templos íntimos dos tabus a respeitos dos orixás e os absorvam através da luz divina que irradiam seus mistérios. Daí em diante, serão todos “mais um”, plenos portadores dos mistérios dos orixás.

Despertem para esta verdade, pais e maês de Santo! Olhem para todos os que chegam até vocês, não como seres perturbados, mas sim

como irmãos em Oxalá que desejam dar “passagem” às forças da natureza que lhes chegam, mas encontram seus templos (mediunidade) ocupados por escolhos inculcados neles, através de séculos e séculos que estiveram afastados de seus ancestrais orixás. Não inculquem

mais escolhos
dizendo a eles que tem orixá brigando pela cabeça deles, ou que exu está cobrando alguma coisa.

Tratem os filhos que Olorum, o Incriado, lhes envia com o mesmo amor, carinho e cuidados que devotam a seus filhos encarnados.

Cuidem deles; transmitam a eles amor aos orixás, pois orixá é o amor do Criador às Suas criaturas.

Ensinem-lhes que, na lei de Oxalá, ninguém é superior a ninguém, pois na banda do “Um”, mais um todos são.

Mostrem-lhes que orixá é um santo, mas é mais do que isso: orixá é a natureza divina se manifestando de forma humana, para os espíritos humanos.

Esclareçam ao filho recém-chegado que se sente incomodado, que isto não é nada ruim, pois há todo um santuário aprisionado em seu intimo que está tentando explodir através de sua mediunidade magnífica.

Conversem demoradamente com ele e procurem mostrar-lhe que Umbanda não é a panacéia para todos os males do corpo e da matéria, mas sim o aflorar da espiritualização sufocada por milênios e milênios de ignorância e descaso para com as coisas do espírito.

Expliquem que pode fazer o que quiser com seu corpo material, mas deve preservar sua coroa (cabeça), pois é nela que a luz dos orixás lhe chega e o liberta dos vícios da carne e do materialismo brutal.

Ensinem-lhe que, como templos, deve manter limpo seu íntimo, pois nesse íntimo há uma centelha divina animada pelo fogo divino que a tudo purifica, e que o purificará sempre que entregar sua coroa ao seu orixá. Instrua-os com seu mentor guia chefe, irmãos e irmãs (pais e mães de Santo).
Ensinem aos médiuns que eles trazem consigo mesmo todo um templo já santificado e que nele se assentam os orixás sagrados. E que através desse templo muitas vozes podem falar, e serem ouvidas pois Umbanda provem de Embanda: sacerdote!
E o médium é um sacerdote, um embanda, um Umbanda, ou mais um na banda do um, a Umbanda!



Texto extraído do livro “O código de Umbanda” Ed. Madras (www.madras.com.br) – obra inspirada pelos mestres da Luz: Senhor Ogum Beira-Mar, Pai Benedito de Aruanda. Li-Mahi-An-Seri-yê, Seiman Hamiser yê e Mestre Anaanda e psicografada por Rubens Saraceni.

2010-12-14

UMA MULHER PODE SER OGÃ?















Para responder essa questão, primeiro é necessário explicar que na Umbanda não existem Ogãs. Esse é um cargo masculino exclusivo do Candomblé e por mais que muitos terreiros utilizem o termo, o tabaqueiro umbandista (esse é o nome que usamos) não é um Ogã, já que não foi iniciado nem passou pelos fundamentos e firmezas necessários para exercer a função citada e que são práticas e mistérios da religião nossa co-irmã.


Dentro da Umbanda, para ser um tabaqueiro, o sexo é o que menos importa. Respeito, responsabilidade e fé são os atributos que exigimos de nossos tocadores de atabaques. Conhecer os pontos e saber o momento em que devem ser puxados, saber repicar o couro nos momentos adequados e ter noção de ritmo (claro!) são os conhecimentos básicos que um tabaqueiro deve ter.



Evidentemente, mesmo na Umbanda, há uma série de preparações para que uma pessoa esteja apta a tocar no couro e isso varia de casa para casa, mas obrigações e feituras como as exigidas no Candomblé para o exercício desse cargo, na Umbanda não existem.



Conclusão: A mulher pode ser tabaqueira (ou tamboreira), o que ela não pode é ser Ogã, mas esse é um preceito de outra lei e em seara que pouco entendo, eu não adentro! 

 

no sábado, 11 de dezembro de 2010

em: UMBANDA COMO ELA É

http://aumbandacomoelae.blogspot.com/




- Ao irmão Luiz Carlos Pereira, deixo aqui meus sinceros agradecimentos,
rogando que nosso Pai Oxalá o abençoe sempre!










2010-11-28

COMO SURGIRAM AS LINHAS DE TRABALHOS ESPIRITUAIS DE UMBANDA SAGRADA








 Saibam que as linhas de trabalho não surgiram por acaso, e um guia espiritual é manifestador de um Mistério religioso.
Por mistério religioso entendam o mistério que um espírito manifesta dentro do espaço religioso dos templos de Umbanda Sagrada, pois se um espírito se apresentar como um caboclo de Ogum, é porque ele foi aceito pela Lei Maior, foi incorporado a uma das hierarquias do Orixá Ogum, desenvolveu em si uma das qualidades desse Orixá da Lei, e atua regido pelo fator ordenador da criação divina.
Logo, é um guia autoritário, rigoroso, de pouca conversa, mas de muita ação, e ás vezes intempestivo, pois Ogum é o próprio ar, que movimenta tudo à sua volta. Então um caboclo de Ogum não é um espírito comum.
Não mesmo, pois sua natureza é regida pelo Orixá " Ogum", que é a qualidade ordenadora da criação divina. E se ele é um " Caboclo" de Ogum, um espírito incorporado à hierarquia do Orixá da Lei, é porque ele foi gerado por Deus em sua qualidade ordenadora, foi imantado por Ogum com seu fator ordenador e evoluiu, sempre regido pela sua ancestralidade, localizada no divino Trono de Deus que aplica a Lei Maior na vida dos seres.
Agora, um Caboclo de Ogum tem no seu nome simbólico tanto sua qualidade ordenadora (Ogum), quanto a sua qualificação ou campo de atuação.
Então temos os Caboclos Sete Espadas, Sete Lanças, Sete Escudos, Sete Coroas, etc., todos atuando como guias de Umbanda.
Nós não temos como listar o nome de todas as linhas de trabalho da Umbanda, por isso as resumiremos em linhas dos Orixás, tais como:


- Linhas dos Caboclos de Oxalá
- Linhas dos Caboclos de Oxóssi
- Linhas dos Caboclos de Xangô
- Linhas dos Caboclos de Ogum
- Linhas dos Caboclos de Oxum
- Linhas dos Caboclos de Yemanjá
- Linhas dos Cabocos de Yansã, etc..


E o mesmo se repete com as linhas de trabalho formadas por exus e pombagiras, onde temos:


- Linha dos Exus dos Caminhos -  Ogum
- Linha dos Exus do Cemitério - Omolu
- Linha dos Exus das Passagens - Obaluaê
- Linha dos Exus das Montanhas - Xangô
- Linha dos Exus das Matas - Oxóssi
- Linha dos Exus das Encruzilhadas - Oxalá
- Linha dos Exus Cobra - Oxumaré
- Linha das Pomba-giras das Águas - Oxum
- Linha das Pomba-giras da Praia ou do Mar - Yemanjá
- Linha das Pomba-giras do Lodo - Nanã; etc..


Com esses nomes simbólicos, as linhas de trabalhos vão mostrando qual o Orixá as rege, a qual sentido da vida os exus servem, e quais são os aspectos negativos com que eles lidam.
Sim, se tomarmos como exemplo a linha dos Exus do Cemitério, até dentro dela veremos os desdobramentos ou qualificações dos exus que formam correntes espirituais ou sub-linhas, pois um Exu do Cemitério lida com os aspectos negativos do Orixá Omolu e os aplica em outros sentidos da vida, regidos por outros Orixás. Vamos aos exemplos:

- Exu Tranca-ruas das Almas:


Exu = entidade que lida com os aspectos negativos dos Orixás;
com a parte negativa dos fatores divinos; com espíritos desequilibrados; com o emocional dos seres.


Tranca = fecha, retém, aprisiona, prende ou paralisa.


Ruas = caminhos, trilhas, sentidos, direção ou evolução.


Logo, Exu Tranca-ruas das Almas é um ser que é regido por Omolu, pois o cemitério é a prisão natural de todo espírito que atentou contra um dos sete sentidos da vida. Mas também é regido por Obaluaê, pois se ele tranca a evolução das "almas", está servindo, ao Orixá que rege a evolução dos seres. Mas como ele tranca a rua ( os caminhos), então também é regido por Ogum, que é o Orixá que rege as evoluções retas, os caminhos a ser trilhado de forma ordenada.
Mas se ele tranca, então também serve a Xangô, pois este rege a justiça divina, que é quem diz quando alguém atentou contra os princípios divinos.
Com isso, ele serve a vários sentidos da vida e a vários Orixás, que o ativam sempre que for preciso. Mas se interpretarmos ao pé da letra seu nome simbólico, então ele é um Exu de Ogum atuando sob a irradiação de Omolu e de Obaluaê, pois só a Lei Maior tranca ou prende um espírito degenerado. E se ele tranca as ruas, tranca as vias evolutivas ou a evolução dos seres, que é atribuição do Orixá Obaluaê, regente da linha da evolução. Só que ele tranca a rua das "almas", e não da justiça ou do conhecimento.
Logo, lugar de almas é no cemitério, que é o campo de Omolu, Orixá regente do pólo negativo da linha da evolução, a sétima linha ou Irradiação da Umbanda.
Portanto, Tranca-ruas das Almas é um Exu de Ogum atuando sob a Irradiação de Obaluaê e de Omolu.
Se interpretarmos um nome simbólico muito parecido - Exu Tranca-Gira das Almas, aí teremos um Exu de Iansã, Orixá da Lei que atua como aplicadora ativa dela nos campos da justiça divina.
O termo " gira" é sinônimo de movimento, e Iansã é geradora natural do fator mobilizador, é sua Irradiadora e sua aplicadora na vida dos seres ( almas ).
Logo, Exu Tranca-Giras das Almas não tem um ponto fixo ou um campo específico para atuar, pois onde houver alguém se " mobilizando" ou girando de forma errada, ali está seu campo de atuação e ele será ativado por Iansã, Orixá que regula os movimentos das almas ou dos "eguns".


Vamos dar outro exemplo, usando o nome simbólico de um;


Caboclo Sete Espada:

Caboclo = ser que lida e ativa os aspecttos positivos dos Orixás.


Sete = as sete linhas de Umbanda Sagrada, os sete Tronos de Deus, as sete vias evolutivas, os sete sentidos da vida, etc..


Espadas = lei, ordem, comando, combate, luta, poder, corte,etc..


Este Caboclo atua como ordenador nos sete sentidos da vida, ou nos sete campos de ação de Ogum, o Orixá da Lei e ordenador da religiosidade dos seres.
Mas todo Caboclo Sete-Espadas tem uma qualificação ou mais de uma, tal como seiman Hamiser-Yê que é um Ogum Intermediador, cujo nome simbólico é este: Ogum Megê Sete-Espadas da Lei e da Vida.


- Como Ogum Intermediador, ele atua nas sete Irradiações ou sete linhas de Umbanda.
- Como é Espada da Lei, atua no sentido de coibir os excessos cortando demandas, aparando choques cármicos, ordenando os seres.
- Como Sete-Espadas da lei e da "vida", aí vida é sinônimo de geração, a sétima linha de Umbanda, regida por Yemanjá e por Omolu, Orixás da geração, sendo ela a regente do pólo magnético positivo, e ele regente do seu pólo magnético negativo. 
- Mas ele se define como "Megê", logo, está atuando sob a Irradiação do Orixá Omolu, cujo elemento é a terra, é cemitério. E também pode paralizar toda geração desequilibrada ou criatividade desvirtuadora num dos sete sentidos da vida.


Interpretando corretamente o nome Ogum Megê Sete-Espadas da "Lei e da Vida", temos:
Este Ogum intermediador do Orixá Ogum intermediário da terra ou aplicador da lei nos campos do Orixá Omolu ( Orixá telúrico que polariza com Yemanjá, Orixá aquático ); e a aplica na vida ou nos campos de Yemanjá ( mãe da vida), punindo, retendo ou reordenando os seres que se desequilibrarem no sétimo sentido da vida ( geração e a criatividade). Mas como o termo engloba muitos sentidos, então ele ordena os que se desequilibrarem na geração da lei, do conhecimento, da justiça, da fé, etc..


Viram como é amplo seu campo de ação e atuação, como aplicador do mistério "Ogum" na vida dos seres?


(...)


Observem bem os exemplos que demos, pois os nomes têm correspondências com os Orixás por causa, também, do sincretismo religioso da Umbanda, e devem nortear nosso raciocínio, caso queiramos interpretar corretamente os nomes das linhas de trabalho da Umbanda, formadas por legiões de espíritos agregados a uma hierarquia, da qual são membros e são manifestadores do mistério da divindade que as rege.
Nós poderíamos tomar muitos nomes de linhas de trabalho cujos membros se manifestam durante os trabalhos de incorporação. Mas estes já são suficientes para que tenham uma noção de que o acaso não existe e, dentro do Ritual de Umbanda Sagrada, tudo é ordenado e regido pelos Senhores Orixás, as divindades de Deus que atuam em nossa vida porque são os geradores naturais e os irradiadores das suas qualidades ou fatores divinos.
(...)
Portanto, não deixem de estudar o simbolismo da Umbanda, pois se interpretarem os nomes simbólicos de suas linhas de trabalhos espirituais, descobrirão a quais Orixás os guias estão servindo, de qual irradiação são oriundos, e sob qual ou quais estão atuando como guias de Umbanda Sagrada.





 FONTE: Texto retirado do livro: Umbanda Sagrada, pg. 163 à 168; de meu pai espiritual; Rubens Saraceni.






Coração de Exu








Coração de Exu, é coração grande , forte e livre,
Que bate sem parar, seguindo o ritmo da vida Universal,
e do som Primordial, de Eternidade a Eternidade;
Coração de Exu é coroado de lágrimas e sorrisos,
Silêncios e amplidões inesperados e insuspeitos,
É coberto por feridas e cicatrizes
Quer desenham uma misteriosa mandala Cósmica,
Fina tapeçaria rubro- negra, cheia de símblos e significados;
Coração de Exu bombeia prana, sangue, mel e dendê,
Bombeia vitalidade, seiva e sêmen de Olorum,
Zambi, Allah, Brahma...;
Coração de Exu bate sem parar, sem reparar, sem separar,
Coração de Exu anima o avatar anônimo e popular,
Casto e devasso, manso e frenético,
Leal e obediente somente com a própria consciência 
Divina e
à Lei que emana naturalmente dela;
Coração de Exu não infarta, se farta!
Coaração de Exu é expressão da vida,
Ouça com calma e discernimento seu batimento,
Compreenda com paz e alegria seu infinito pulsar.

**Mensagem ditada pelo Sr. Exu Marabô ao medium Vanderlei Alves (22/07/2010