
(OSCAR QUIROGA)
A lealdade não é devida
aos desonestos nem aos
que ferem os princípios
fundamentais que fazem
nossa espécie merecer o
nome de humana.
Não fosse assim,
apenas no crime e na
formação de quadrilhas
e máfias encontraríamos
verdadeiros representantes
da lealdade.
Essa virtude
só é devida aos
humanos honestos,
àqueles que apesar das
circunstâncias tentadoras
sustentam as virtudes e
são maiores do que
as tentações.
Quando a
lealdade é oferecida
a alguém assim, essa
virtude circula
disseminando proteção e
benefícios ao mundo.
Se por acaso alguém deixar
de ser honesto e digno,
a lealdade não é mais
devida a essa pessoa, e
se cometeu um crime,
ela deve ser denunciada,
independente de quanto
isso significar o fim do
que parecia ser um
bom relacionamento.
Pessoas vão e vêm,
os princípios ficam.
O que aos olhos de outras pessoas é bagunça, para os seus é um caos organizado, pois se alguém, por acaso, mexesse tudo com a boa vontade de ordenar, provavelmente você se perderia e não saberia localizar o que precisa.
Faça seus planos, mas também se prepare para reinventá-los a qualquer momento. Essa será a melhor postura perante o que vem por aí, já que no horizonte se desenha de tudo, menos estabilidade ou previsibilidade.
Querer muito é apenas o natural movimento da mente emocional, sempre vinculada às possibilidades que o mundo objetivo oferece. Afinal, para a mente o mundo parece um imenso supermercado cheio de oportunidades.
As mudanças de postura podem parecer naturais, mas essas pessoas empenharam suas palavras e agora mudam de rumo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É necessário fazer uma chamada de atenção a elas.
No meio de situações caóticas pareceria justo e necessário se lançar a algo novo para equilibrar a situação e se sentir melhor. Isso pode ter dado certo em outros momentos, mas no atual não teria a mesma perspectiva.
Cada percalço é motivo de estudo detalhado de sua parte, pois por trás de cada um desses acena a perspectiva de melhora, de maior aprimoramento. Por isso, não perca nem um segundo em queixas, siga em frente.
Nada há que seja verdadeiramente impossível; existem coisas, no entanto, que podem ser tão difíceis e levar tanto tempo para realizá-las, que seria melhor chamá-las de impossíveis para não se embrenhar nessa encrenca.
A ajuda esperada pode ter sido prometida e empenhada com boa vontade, mas coisas acontecem às pessoas, fazendo com que elas não estejam disponíveis na hora que você precisar delas. Isso não as torna más pessoas.
É proverbial, não se pode agradar a todo mundo. Porém, parece que a alma insiste nesse sentido, o que infalivelmente irá resultar em decepção, ou haveria outra perspectiva? Não! Sempre alguém se sentirá lesado e frustrado.
Segurança e liberdade parecem estar em eterno conflito, pois quando você conquista segurança perde um pouco de liberdade, e quando luta pela sua liberdade você sacrifica um tanto de segurança. Assim são as coisas.
As coisas mudam vertiginosamente, tanto que parece errada a perspectiva que desenham, porém, essa ideia é mais fruto do temor que fiel retrato da realidade. Amarre seu medo e siga em frente, pois há muito para viver.
Você vai encontrar uma forma de acomodar todas as incongruências com que precisa conviver diariamente, porém, isso não será resultado de decisões intempestivas, mas de aplicar sabedoria a todos os casos.
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Publicado por Andrea Cortiano em Oráculo dos Anjos e das Fadas in

Irmãos, é preciso reagir
(...)
Se hoje a audiência do blog superou a marca de 62 mil visitas, muito temos a agradecer a você que tem consolidado a nossa audiência. Atualmente, chegmos a mais de 150 acessos diários. Mas, neste momento, e pela primeira vez, queremos pedir a sua especial atenção ao tema que trataremos neste texto. Antecipadamente, pedimos desculpas por nos alongarmos. No entanto, umbandistas e candomblecistas enfrentam um momento extremamente grave e delicado no que se refere ao enfrentamento da intolerância religiosa patrocinada pelos neopentecostais. As ofensas, acusações e calúnias são bastante sérias e não podemos ficar alheios a esses fatos que maculam a religiosidade afro-brasileira, principalmente os umbandistas e candomblecistas.
Você acha que a sua religião é uma expressão de fé ao Criador Supremo (Deus, Olorum, Oxalá) ou a prática da Umbanda e do Candomblé é um culto ao demônio e às forças negativas que povoam o universo?
Você vai ao terreiro de Umbanda ou do Candomblé para se dedicar a atos maléficos contra as pessoas ou busca, por meio da sua opção religiosa, se tornar uma pessoa melhor?
Os orixás, os guias, os caboclos, os pretos-velhos, as crianças (erês) são energias negativas que agem contra as pessoas, espalham as tragédias e a amargura?
Amigo e amiga, os umbandistas e os candomblecistas são acusados de serem devotos e praticantes das forças do mal. Conspiram contra Deus e todas as boas energias emanadas da Espiritualidade Maior. Pelo menos, é dessa forma que estamos sendo tratados no livro intitulado Orixás, Caboclos e guias: deuses ou demônios?, de autoria do bispo Edir Macedo, líder maior da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Recentemente, a obra teve sua venda liberada pela Justiça, apesar de ser um ataque frontal às religiões de matriz africana.
“De deuses a demônios
No candomblé, Oxum, Iemanjá, Ogum e outros demônios são verdadeiros deuses a quem o adepto oferece trabalhos de sangue, para agradar quando alguma coisa não está indo bem ou quando deseja receber algo especial.
Na umbanda, os deuses são os orixás, considerados poderosos demais para serem chamados a uma incorporação. Os adeptos preferem chamar os "espíritos desencarnados" ou "espíritos menores" (caboclos, pretos-velhos, crianças, etc.) para os representar, e a estes obedecem e fazem os seus sacrifícios e obrigações.”
O trecho acima, coletado do início do livro de Edir Macedo, que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares, qualifica os orixás de “demônios”. Mas nada disso é novidade. A obra está eivada de ódio contra todos os umbandistas e candomblecistas. Diferentemente de muitos seguidores da IURD, que são movidos pela ignorância e incitados à violência pelo ódio exalado dos pastores, Edir Macedo, fonte maior desse sentimento rasteiro, fomenta esse vandalismo e agride os umbandistas, candomblecistas com o intuito de impor o seu projeto político cujo objetivo é banir os terreiros e criminalizar a nossa prática religiosa.
O projeto de Edir Macedo avança no campo político. A Iurd está organizada para as eleições de outubro próximo. Pretende guindar aos executivos e legislativos municipais seus seguidores em mais de 5 mil municípios. Para tornar essa proposta real, ele conta com os pastores cabos eleitorais na maioria das cidades brasileiras. No Congresso Nacional, os representantes da Iurd integram a bancada evangélica. No Executivo federal, a instituição conseguiu fazer um ministro de Estado. No Executivo do Distrito Federal, há vários exemplares do séquito de Macedo. O mesmo ocorre na Câmara Legislativa e se reproduz em todas as unidades da federação. A instituição conta com simpatizantes e seguidores no Judiciário, o que explica, em boa parte, o fato de várias ações judiciais contra integrantes da Iurd não prosperarem.
Para acrescentar, um conjunto de panfletos apócrifos começaram a circular na internet, que comparam cada um dos orixás a um “encosto” e define a sexta-feira como o dia para a “Quebra das 7 Linhas do Mal”.
Diante dessa situação parece que não podemos fazer nada. Não é bem assim. Ao lado dos umbandistas e candomblecistas ainda há a lei maior do país, a Constituição Federal, que, em seu artigo 5º, assegura a liberdade de culto e torna os templos espaços invioláveis.
Os ataques de Edir Macedo e seus seguidores somente ficarão impunes se não agirmos politicamente contra eles. Mas qualquer reação não pode ser isolada. É essencial que haja união entre todos os irmãos e irmãs umbandistas e candomblecistas para, com base na legislação vigente, conter essa fúria desmedida dos neopentecostais contra os terreiros. Ao lado da religiosidade de matriz africana estão seguidores de muitas outras religiões, entre eles evangélicos que compreendem a diversidade existente no país e respeitam as diferentes formas de expressão de fé.
Mas a iniciativa por organizar essa reação deve partir de nós, umbandistas e candomblecistas. Se temos energia para cultuarmos os Orixás, por que, então, movidos pela nossa fé, ficamos apáticos e passivos diante de tantas agressões aos nossos templos, contra a nossa cidadania, a nossa individualidade e aos nossos Orixás?
Recomendamos que cada irmão subscreva a carta aberta abaixo. Quanto mais assinaturas coletarmos, maior será a expressão de nossa força e unidade em defesa dos interesses e direitos dos terreiros de Umbanda e Candomblé.
Carta aberta para denúncia
de aviltamente da fé dos povos de terreiro
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2012N27451
XXXXXXXXXXXXXXXXXX
Abaixo um exemplo dos comentários que recebemos com frequência:
[ Guilherme deixou um novo comentário sobre a sua postagem "QUEM É A POMBA GIRA":
rídiculo cara,
pomba gira é sim um espirito vulgar,e destruídor de vidas!
a sua intenção de enganar,é igual a do diabo...
pois ela é sim um espirito tenebroso,Deus na biblia não nos fala de guardiões..mais nois deixa claro que ele é nosso muro,e Jesus cristo e o espirito santo há de habitar em nós...
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( MÉDIUM )

Será possível um ateu mudar radicalmente de pensamento?
Pode até ser inacreditável, mas acontece. Foi o caso do historiador Armando Souto Maior, conhecido nacionalmente. Ele não só mudou de ponto de vista, quando se tornou espírita, como de comportamento. Assume que, antes de sua aceitação da teoria espírita, era pouco complacente, algo vaidoso, auto-suficiente e tinha muita dificuldade em perdoar.
Relembra: “Fazia da ironia uma regra de conduta e do orgulho intelectual um escudo. Depois, é claro, minha personalidade sofreu grandes transformações. Naturalmente ainda tenho seqüelas do passado, mas quem não as tem? Percebi, contudo que havia dado um grande passo no meu processo evolutivo”.
- Mas o que levou um historiador ateu transformar-se num espírita?
O historiador é um homem que, de certa forma, carrega sobre seus ombros as dores do mundo. Vê mais e, consequentemente, sofre mais do que qualquer outro profissional que questione e se espante continuamente com o ser humano. Se não tiver acesso ao Espiritismo, a atração que sentirá pelo agnosticismo ou pelo materialismo militante é então muito forte.
Além disso tem vários mecanismos de fuga sempre à sua disposição, pois pode mergulhar em um tempo que não é o seu, com facilidades e técnicas especiais. Entre seu eventual alheamento, suas fugas, seus eventuais sofrimentos pessoais e desencontros com a filosofia, surgem-lhe as sedutoras propostas do ateísmo que, teoricamente, são obviamente um tanto dolorosas e ao mesmo tempo libertadoras de suas inquirições mais profundas, anestesiando-lhe seu choque diante do mundo. Não fugi à regra e percorri esta etapa.
- O que significa Deus, hoje, para o senhor?
- Deus é minha explicação existencial. Como Ele é a inteligência transcendente universal, sinto-me parte, embora infinitamente pequena, de sua eterna existência.
O caminho da conversão:
O primeiro contato de professor Armando com o Espiritismo aconteceu quando certa vez, nos Estados Unidos, ele foi assistir a uma conferência de Carlos Campetti sobre o Livro dos Espíritos, atendendo ao convite de uma amiga, Fernanda Wienskoski.
Conta que após a conferência, Campetti colocou-se à disposição do público para responder a perguntas sobre o assunto tratado. “Tentei encostá-lo no canto da parede. Ele respondeu com elegância e lógica. É claro que não me convenceu naquela noite, mas me induziu a uma posterior leitura de Kardec, onde aos poucos obtive respostas convincentes ao problema do ser, do destino e sua origem. O aspecto científico do Espiritismo deu-me o apoio de que eu necessitava para aceitá-lo como um fato transcendente na minha vida”.
Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas:
- Quem somos,
- Por que somos,
- De onde viemos
- Para onde vamos.
Observa que a filosofia tentou oferecer respostas a essas perguntas e o resultado foi uma verbalização erudita não explicativa.
“Aqui e ali houve clarões que se anteciparam à teoria espírita. Sócrates e Platão, acessíveis somente a pessoas de certo nível intelectual são exemplos clássicos desses clarões, porém a concepção sistêmica de um todo que respondesse logicamente àquelas perguntas a qualquer pessoa só se tornou possível nos meados do século XIX”.
Pré-histórico intuía sobrenatural:
O historiador Armando Souto Maior nos revela que até o homem pré-histórico percebia, embora não pudesse explicar como e por que, a existência de uma outra realidade além do ambiente físico, material e concreto que o cercava.
E justifica sua tese:
“Ao colocar junto aos mortos alguns objetos, adornos e armas demonstra sua concepção empírica da existência de uma outra vida. Os egípcios, os gregos, os romanos e os judeus intuíram a idéia da realidade transcendente. Na Índia, essa idéia é absorvida pela teoria búdica, mas todos esses mecanismos teóricos careciam de base científica e foi somente no século XIX, quando a ciência passou a nortear os grandes questionamentos humanos, que a revelação feita a Kardec tornou-se viável. Cristo já havia dito, em sua época, que muitas outras coisas poderiam ser explicadas mas os homens de então não poderiam compreendê-las”.
A resistência histórica:
De acordo com o que acompanhou o historiador, a revelação da verdade espírita enfrentou – e ainda enfrenta – barreiras poderosas tais como cleros organizados de diversas crenças, com fortes motivações econômicas, antigas tradições religiosas e pautas culturais sedimentadas há séculos e completamente alheias ao conhecimento científico.
Criaram-se, portanto, ‘establisments’ religiosos que, somente com o tempo serão paulatinamente modificados. Observou também que a fé e a ciência percorreram, ao longo da história, caminhos separados, muitas vezes antagônicos. “É com o advento do Espiritismo que esse secular desencontro está sendo atenuado, com tendência natural ao desaparecimento.
William Crookes é um conhecido exemplo no século cientificista, e o superficial conhecimento que tinha do espiritismo levava-me sempre ao falacioso raciocínio de que a teoria espírita era demasiadamente bem organizada para corresponder à realidade.
O homem, para mim, sempre se havia revelado um espanto de maldade, e nada indicava que tivesse sido criado por uma entidade superior, personificação de bondade e justiça. As religiões onde ela se inseria, numas mais noutras menos, eram simples portões para uma fé irracional, sem nenhum compromisso com a lógica”.
Por fim, atesta que o Espiritismo, historicamente, contrariou interesses econômicos poderosos e suas implicações políticas. E analisa: “A Igreja Católica e as diversas igrejas protestantes, refugiadas na sacralização da Bíblia, supostamente ‘a palavra divina’, viram-se, com o Espiritismo, ameaçadas em suas posições como intermediárias entre Deus e os homens. Todos os absurdos dos teólogos medievais foram incorporados pela teologia protestante.
O empirismo religioso judaico, embasado por uma tradição sacralizadora, teve também guarida no pensamento da Reforma, isso em relação ao Antigo Testamento. Em relação aos Evangelhos é visível uma grande miopia intelectual, mas em todo esse processo anti-espírita, a força econômica foi de extrema importância, alimentada pela antiga e lucrativa prática do dízimo e uso do poder social decorrente da acumulação de capital. Muito tempo ainda decorrerá antes que o Espiritismo se transforme, como já foi previsto, no grande futuro de todas as religiões. Mas isso inexoravelmente acontecerá”.
Por Fátima Farias.
Revista Tribuna Espírita