2011-10-26

GANHANDO RESISTÊNCIA







Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem, algum tanto a mais além do nível.
 
Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.
 
Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.
 
Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.
 
Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.
 
Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.
 
Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.
 
Nos dias de enfermidade aguente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.
 
Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.
 
Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.
 
 
Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito André Luiz 
Livro Respostas da Vida.
 


Gravura de
Orpen William Newenham Montague




Você dá demais e recebe de menos?








Vive com aquela sensação de que está sempre disponível quando precisam de você, sempre dá atenção, oferece sua ajuda, é bacana, mas... quando é você quem precisa de algo, dificilmente encontra reciprocidade?

E nos relacionamentos, então? Parece que é sempre você quem tem de ir atrás, procurar, agradar, tentar marcar algo? E fica a impressão de que se você não fizer nada, não ligar, nada vai acontecer?

Em primeiro lugar, é bom esclarecer que não existe um aparelho para medir quem faz mais numa relação. Aliás, a intenção nem deve ser esta, já que não se trata de competição e, sim, de entrega, cumplicidade, vontade! 

Depois, vale lembrar também que o objetivo não é igualar comportamentos ou maneiras de se envolver. Cada um tem seu jeito e se doa de um modo particular. São essas diferenças que, em geral, muito enriquecem a relação.

Em última instância, não se trata de exigir garantia de retorno ou, como se diz no popular, "só fazer por interesse". No entanto, a questão é: se você vive fazendo, doando e se oferecendo para sustentar a relação, vai chegar uma hora em que essa dinâmica vai pesar.

E você vai se sentir cansado, exausto, com a sensação de que está carregando sozinho o que deveria ser carregado a dois. É evidente que há um desequilíbrio aí!

Bom, este deve ser considerado um momento fantástico: aquele em que você se sente incomodado, frustrado e decide que não quer mais! Que assim não dá! É hora de mudar, fazer diferente! 

E preciso explicar sobre fazer diferente porque, por incrível que pareça, tem gente que deseja obter novos resultados e, ainda assim, continua tendo as mesmas atitudes de antes. Ou seja, ela mesma não muda, mas quer que os acontecimentos mudem!

Isso significa que de nada vai adiantar você ficar cobrando uma postura diferente das pessoas com quem se relaciona, seja no trabalho, com os amigos ou com a pessoa amada. 

Se você não está satisfeito com os resultados que vem obtendo com essas pessoas, mude você. Seja diferente você! Até porque, no final das contas, mudar a si mesmo é a única mudança possível. Ninguém muda o outro!

Um ótimo começo é ganhar consciência de seus atos, de suas escolhas e do modo como você se comporta em suas relações. Muito provavelmente, se o outro não se mexe, é porque você se mexe antes, se mexe muito, se mexe rápido demais. 

Se o outro está acomodado, só no "venha a nós", certamente você está se precipitando e o deixando mal acostumado.

O exercício é o seguinte: a partir de agora, você vai observar seu próprio comportamento e não vai oferecer, fazer ou ajudar ninguém sem que seja solicitado.

Nada de tentar ser o queridinho, o indispensável, o faz-tudo. Fique quietinho e espere ser chamado. E, ainda assim, preste atenção! 

Quando alguém te pedir algo, antes de dizer rapidamente que "sim, claro", questione-se: você quer realmente fazer isso? Pode fazer? Tem tempo? 

Se houver qualquer dificuldade ou falta de vontade de sua parte, respeite-se... e diga que sente muito, mas que desta vez não vai poder ajudar.

A ideia é aprender a valorizar a si mesmo, aprender a respeitar suas vontades e, antes, aprender a reconhecê-las. É ganhar consciência de si e de seu lugar no mundo e nas relações. É perceber o quanto você é bacana e merece ser bem tratado, assim como muito bem trata quem você ama.

E lembre-se: quando sua ajuda é fácil demais, simples demais, sempre disponível, a tendência é que pareça ao outro, mesmo não sendo proposital, exatamente assim: fácil, simples e aos montes. 

Mais ou menos como a lei da oferta e da procura: se tem muito, é barato e, em alguns casos, até desvalorizado; se tem pouco, é caro, é valioso. Eu partiria do princípio de que você, meu caro, tem valor! E você?





:: Rosana Braga :: 
http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11415




2011-10-22

"EU SOU JESUS!"









A LUZ DO MUNDO




Quando nas horas de intimo desgosto,
o desalento lhe invadir a alma
e as lágrimas lhe aflorarem nos olhos,
Busca-me...


"Eu sou Aquele que sabe
sufocar-lhe o pranto e estancar-lhe as lágrimas!"


Quando se julgar incompreendido dos que lhe
circundam e vir que em torno há indiferença,
Acerque-se de Mim...


"Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclamaram
a pureza de tuas intenções e a nobreza
dos seus sentimentos!"


Quando se extinguir o ânimo para arrastar as
vicissitudes da vida e se encontrar na
iminência de desfalecer,
Chama-me...


"Eu sou a força capaz de remover as
pedras do caminho e sobrepor-lhe às
adversidades do mundo!"


Quando inclementes lhe açoitarem os
vendavais da sorte e já não souber onde
reclinar a cabeça,
Corre para junto de Mim...


"Eu sou o Refúgio em cujo seio
encontrarás guarida para o seu corpo e
tranqüilidade para o seu espírito!"


Quando lhe faltar calma, nos momentos de
maior aflição e se considerar incapaz de
conservar a serenidade de espírito,
Invoca-me...


"Eu sou a Paciência que lhe faz vencer os
transes mais dolorosos e triunfar nas
situações mais difíceis!"


Quando estiver se debatendo nos paroxismos
da dor e tiver a alma ulcerada pelos abrolhos,
Grita por Mim...


"Eu sou o Bálsamo que cicatriza as
chagas e lhe minora os padecimentos!"


Quando o mundo lhe iludir com suas
promessas falazes e perceber que ninguém
pode inspirar-lhe confiança,
Vem a Mim...


"Eu sou a Sinceridade, que sabe
corresponder à franqueza das suas atitudes
e excelsitudes dos seus ideais!"


Quando a tristeza e a melancolia lhe
povoarem o coração e tudo lhe causar
aborrecimento,
Chama por Mim...


"Eu sou a Alegria que insufla um alento
novo e lhe faz conhecer os encantos de
seu mundo interior!"


Quando um a um lhe fenecerem os ideais
mais belos e sentir-se no auge do desespero,
Apela por Mim...


"Eu sou a Esperança que lhe robustece a
fé que lhe acalenta os sonhos!"


Quando a impiedade recuar-lhe as faltas
e estiver experimentando a dureza do coração humano,
Procura-Me...


"Eu sou o Perdão que lhe levanta o ânimo e
promove a reabilitação do seu espírito!"


Quando duvidar de tudo, até das suas próprias
convicções e o ceticismo lhe avassalar a alma,
Recorre a Mim...


"Eu sou a Crença que lhe inunda de luz o
entendimento e lhe habilita para a conquista
da felicidade!"


Quando já não estiver provando a sublimidade
de uma afeição terna e sincera e o sentimento
relativo aos seus semelhantes for só desilusão,
Aproxime-se de Mim...


"Eu sou a Renúncia, que lhe ensina a
olvidar a ingratidão dos homens e a
esquecer a incompreensão do mundo!"


E quando, enfim..., quiser saber quem sou Eu,
pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta,
à flor que desabrocha, à estrela que cintila,
ao moço que espera e ao velho que recorda...


"Chamo-me AMOR"... o remédio para todos
os males que lhe atormentam o espírito! 



"EU SOU JESUS!"




 ( - Gratidão eterna, Senhor! )




2011-10-21

APELO DE FRANCISCO DE ASSIS







Oração proferida por Francisco de Assis, como encerramento de uma reunião ecumênica na Colônia Espiritual Redenção:


"Mestre sublime Jesus:
Fazei que entendamos a Vossa vontade e nunca a nossa, entregando-nos às Vossas mãos fortes para conduzir-nos;
permiti que possamos desincumbir-nos dos deveres que nos cabe em, mas, não conforme os nossos desejos;
lançai Vosso olhar sobre nós, a fim de que tenhamos a claridade da Vossa ternura, e não as sombras da nossa ignorância;
abençoai os nossos propósitos de servir-Vos, quando somente nos temos preocupado em utilizar do Vosso santo nome para servir-nos;
envolvei-nos na santificação dos Vossos projetos, de forma que sejamos Vós em nós, porquanto ainda não temos condição de estar em Vós;
dominai os nossos anseios de poder e de prazer, auxiliando-nos na conquista real da renúncia e da abnegação;
ajudai-nos na compreensão dos nossos labores, amparando-nos em nossas dificuldades e socorrendo-nos quando mergulhados na argamassa celular;
facultai-nos a dádiva da Vossa paz, de modo que a distribuamos por onde quer que nos encontremos e todos a identifiquem, compreendendo que somos Vossos servidores dedicados...
... e porque a morte restitui-nos a vida gloriosa para continuarmos a trajetória de iluminação, favorecei-nos com a sabedoria para o êxito da viagem de ascensão, mesmo que tenhamos de mergulhar muitas vezes na sombra da matéria, conduzindo, porém, a bússola do Vosso afável coração apontando-nos o rumo.
Senhor!
Intercedei, junto ao Pai Todo Amor, por Vossos irmãos da retaguarda, que somos quase todos nós, os trânsfugas do dever."





As últimas palavras foram enunciadas com a voz embargada pela emoção.

................................................
- Divaldo Pereira Franco 
- Ditada pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda.
- Capítulo 13, p.133-134. Ed. LEAL, 2ª ed., 2010.



2011-10-20

A LUZ









Todas as noites, antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto lhes afagava os cabelos anelados.


Diariamente, escolhia um assunto que encontrava no Evangelho ou em algum acontecimento do cotidiano. 


Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças.


Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão. Ele apagaria todas as luzes da casa, de propósito.


E assim o fez.


Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos. Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu.


O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava a sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objeto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante.


O pai, aproveitando a oportunidade, esclareceu: Nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objetos.


Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta. Alguns contornos podem enganar nossos sentidos. Muitos detalhes passam despercebidos. As cores deixam de ser perceptíveis.


A ausência de luz dificulta nosso caminhar porque não conseguimos notar com segurança para onde estamos indo.


Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo. As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala.


Vejam! - Convidou o pai. - Percebam como tudo parece diferente na presença da luz. As sombras já não mais nos confundem. Agora as formas assumem contornos mais exatos.


Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direção correta.


Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama.



A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém. Registramos a luz sem nos adentrar em sua grandeza.


O raio de luz penetra a furna escura, levando a réstia de claridade que espanca as trevas. 

Adentra o vale sombrio e estimula o florescer. Atinge a gota d´água e reverte-a em um diamante multicolorido.

Visita o pântano e transforma-o em jardim, em pomar. Viaja pelo ar, aquece vidas e as alimenta. 


Beija as corolas e desata perfumes inesquecíveis. Aninha-se no cristal e ele reverbera, embelezando-se ainda mais.  

Não nos deixemos adoecer pelo amolentamento. Há tantas possibilidades de darmos utilidade e beleza à vida. Com o exemplo da luz, o Criador convida-nos a fazer o mesmo. 

Desfaçamos as sombras nos corações. Drenemos os charcos das almas.

Projetemos alegrias fomentadoras de vida naqueles que se encontram combalidos pela tristeza e pelo desalento.


Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando, assim, também, nossos próprios caminhos.




Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br